sem reacção, sem entretenimento, sem palavras e vontades. Fiquei aqui, paralisada no vazio, a fumar até me doerem os pulmões, à espera de não respirar.
Hoje morreste e deste-me a dimensão da estupidez da minha vida e principalmente da minha solidão. Tu morreste e fiquei ainda mais só, aterrorizada com a perspectiva de ter de entrar em casa, o meu castelo seguro e de não te ter pôr lá. Estive mesmo para fugir mas fiquei com a infeliz pergunta presa na garganta..para onde? PARA ONDE?!!! Não pertenço a ninguém, não faço parte de mais nenhuma casa. Resta-me isto. A falta de ar.
Ultimamente tem sido assim, morre o cão, volta o morrer o cão, morre o gato, morre a empresa, morre o orgulho, morre a dignidade, tudo acaba e todos os dias te levantas apenas para perder mais alguma coisa ou alguém que amas.
Como não percebo a mensagem subjacente a tamanha derrocada e perdas, que tanta gente iluminada diz que faz parte do plano celestial ou bestial, resta-me perguntar se a seguir serei eu.
Pode-se morrer de desgosto, de apatia, de cansaço?
Só passaram algumas horas e a saudade é avassaladora, resta-me o consolo de teres morrido comigo a dizer que te amava, contigo encostado a mim.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
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