Estou aqui sentada na minha bela fábrica, entre papéis, cigarros, números e pensamentos.
Segundo consta, este é um ano terrível e difícil e claro que para nós, também tem sido duro, não tanto pela dita crise, mas mais pela crise de valores que rege aqueles que escolhemos para parceiros e amigos. Isto sim, é pior que a crise. Nunca vi nada assim e o último ano tem sido amargo como caroços de limão e isso deixa-me mais pensativa e apreensiva.
Nós somos só dois malucos, estóicos, a remar contra a maré e a levar pancada dia e noite no meio da tempestade. Tem sido assim todos os dias e têm dias que são seguidas, desde manhã até à noite.
Quando chego a casa, não sou mais que um farrapo roto e dorido. Esta é a verdade, ou melhor, esta é uma das verdades. A outra é que apesar de tudo, todos os dias me levanto com moral, bem-disposta e com garra para o dia.
Nem eu sei explicar porquê e muito menos o quando me tornei nesta pessoa forte e quase impossível de derrotar mas a verdade é que esta sou eu, agora.
Forte, moralizada, refinada, atenta, muito mais que esperta, totalmente inteligente e completamente combativa. Esta época que atravessamos só serviu para me destacar e apurar.
Tornei-me numa fortaleza e se ao longo deste 2, 3 meses que vêm não me matarem, terão criado um monstro alado, leve, belo e mortal.
Diria mesmo, algo pelo qual se deve morrer.
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