Já é Setembro. Já passou a morte, o escuro e também a dor. Não regressaste do mundo dos mortos mas pelo menos eu andei no dos vivos. Gosto disso em mim. Regenero-me como um lagarto. Bem podem cortar que volta a nascer. Um dia morro, eu sei, mas não é já porque tenho mais que fazer.
Fui para o Vietname e agora estou em Barcelona, o que até pode parecer bem irónico porque qualquer um dos lugares citados são terras de grandes massacres mas eu só procuro a vida e é isso que encontro. A vida com história e isso é o que mais amo. Podia perder horas aqui a descrever o que senti e vi naquele Oriente quente, magoado e maravilhoso mas ninguém sequer chegaria a vislumbrar o que é a realidade ou sequer o brilho que isso traz aos meus olhos. Cada vez acho mais que se querem saber, vão lá, não leiam, não oiçam, não vejam pelos olhos de terceiros, apenas vão lá e respirem o ar quente e oiçam as suas gentes, as suas águas, as suas plantas. Pode parecer estúpido e redutor mas se puderem, apenas vivam todos os destinos e todas as vidas que vos apetecer. O mundo é demasiado grande para uma única vida e por isso é sempre tarde para viver.
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