Hoje ainda acordei contigo mas já tinha medo de te olhar nos olhos. Tinha medos dos teus olhos e dos meus. Passei o dia todo a controlar-me para não chorar, pelos vistos, falhei a direcção da auto-estrada e por isso tivemos que fazer quilómetros a mais. Foi um dia difícil e atarefado e eu não me sentia capaz de fazer nada, não sabia como é que ia continuar. Agora cheguei a casa e mal fechei a porta invadiu-me um grande desespero...tão grande que tive que correr para a rua e deixei-me ficar debaixo da chuva torrencial, na esperança que de alguma maneira aquilo me aliviasse. Mas não, fiquei encharcada e gelada para além de desesperada.
Sem te querer ofender a ti, pensei que de alguma maneira me viria um alívio, apenas relacionado com a liberdade mas sobreveio fortemente a tristeza.
Que grande tristeza, mesmo.
Agora choro e posso chorar (finalmente!) mas eu nem sequer sou uma mulher de lágrimas e de certa maneira, elas espantam-me e surpreendem-me.
Se me leres, pensarás que estou chalada e que tu é que devias de chorar ou então que me devia internar, mas não, tu sabes mais do que isso e chegas lá. Sempre chegaste. De certa maneira, houve um sonho meu que morreu, um sonho teu que morreu, uma fase nossa que acabou.
Apagou-se a luz.
Amo-te profundamente e serei sempre a tua melhor amiga nesta nossas existências confusas.
Serás sempre o meu Sartre e espero que um dia me deixes ser o teu Castor.
Lamentavelmente, não consigo ser melhor do que isto.
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