Ao fim de tanto tempo, voltei. Nunca mais escrevi nada e foi como se o papel e a caneta já não me servissem. Tinha que ser aqui, no meu canto escuro virtual, o meu renascer (?).
Acho que ando seca, que não quero sentir muito. Vivo numa esquina de mim, suspensa, inerte e calada. Se morresse amanhã, era bem feito!, morria parva, fora do mundo, no meu sofá, perdida num livro, numa música ou num jogo qualquer, muito longe da minha vida. Depois arrependia-me e voltava para este planeta como uma alma tresmalhada e vingativa e de pouco ou nada me servia. A vida está lá fora, a correr e por isso o meu nome é negro (referências literárias aos pontapés!).
Nos meus belos 36 anos, quando penso do que quero da vida, só me saí uma resposta: Viajar!
Não quero casar, nem ter filhos, nem nada do que era suposto para uma mulher já com trinta e tais! Ficas para tia!! Vais morrer sem alegrias da maternidade (ou seja, vais morrer sem ser mulher digna e completa!) e sei lá mais o quê!
Eu aceito, até me podem escapar alguns milagres desta vida e da natureza mas o que eu mais quero é agarrar em mim, meter-me num avião, carro, navio ou qualquer coisa que se mova e ir conhecer mundo! Quero partir sem data de regresso, demorar o tempo que eu quiser em cada sitío, completamente livre para a minha viagem, sem laços, nem afectos que me prendam. Primeiro, tenho mesmo que saciar esta minha sede.
Não me interessam os outros, nem o trabalho, nem a bela casa, nem o carro janota.
Deixo-vos tudo em conjunto com a vossa má-lingua e julgamentos...por isso, e só por isso, o meu nome é Negro.
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